XIV Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) (COPENE)

Entre os dias 28 e 31 de julho de 2026, a Universidade de Brasília (UnB) será o palco do XIV Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) (COPENE). O evento, que é um dos principais fóruns de debate sobre relações étnico-raciais no Brasil, terá como tema central: “Consciência Negra: contribuição do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira”.

Organizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Conneabs), o congresso está sob a coordenação do professor Adilson Santos, presidente da ABPN, da Profa. Dra. Renisia Cristina Garcia Filice e da Profa. Dra. Norma Diana Hamilton.

O XIV COPENE carrega um simbolismo especial ao celebrar os 55 anos da primeira evocação do Dia da Consciência Negra, realizada em 1971 pelo Grupo Palmares em Porto Alegre. Além disso, o congresso reverenciará a Lei nº 14.759/2023, que consolidou o 20 de novembro como feriado nacional em todo o território brasileiro, em celebração ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

O foco das discussões serão os estudos étnico-raciais, conectados com temas como educação, gênero, classe e políticas públicas.

O evento contará com uma estrutura robusta de atividades, incluindo apresentações de trabalho em sessões temáticasoficinasminicursosmesas redondaspainéis temáticos e apresentação de pôsteres. O Congresso também contará com uma Feira de Microempreendedores Negros.

Um dos destaques do Copene será a divulgação da Rede Internacional de Pesquisadores/as Antirracistas que nasce da liderança do GEPPHERG- Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e de Gênero sediado na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, desde 2016 liderado pela professora Renísia Cristina Garcia Filice, e segue composta por intelectuais, ativistas, movimentos sociais, em particular, de países de língua oficial portuguesa como Brasil, do continente africano Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Angola; e Portugal. A Rede nasce de uma experiência internacional, e se desdobra em inúmeras possibilidades desde produção historiográfica contra colonialista em diálogo com povos tradicionais e povos originários até a promoção de políticas de ações afirmativas, contribuindo para o fortalecimento do Sinapir- Sistema Nacional de Promoção de Políticas de Igualdade Racial, do governo federal.

Neste movimento transnacional, a Rede Internacional Antirracista se conecta a plataforma de divulgação científica, composta por pesquisadoras(es), ativistas, docentes, técnicas(os) e estudantes, com foco em estudos e políticas antirracistas, sediada no Instituto de Sociologia da UnB, coordenadas pelo professor Joaze Bernardino( SOL) e pela professora Renísia Garcia Filice (FE), com participação do professor Evandro Piza( FD).

No seu desdobramento nacional como Rede Antirracista, ela foi oficialmente lançada em 2025, no I Seminário de Redes Antirracistas, realizado na UnB em outubro, juntamente com Ministério da Igualdade Racial (MIR), no qual foram apresentados projetos e pesquisas realizadas com o apoio do TED – Termo de Descentralização de recursos MIR- UnB que gerou o Projeto Redes Antirracistas de Pesquisa, Ensino e Extensão (REDES MIR-UnB). Conectados Conneabs- Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, em um de seus eixos, os projetos foram submetidos por NEABs, NEABIs e grupos correlatos e Núcleos de Práticas Jurídicas de todo o Brasil.

Potente, o REDES Antirracistas congrega o Tecendo Redes Antirracistas, a ABPN e desemboca no XIV COPENE colocando a UnB em destaque nacional no fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) de forma inquestionável e preponderante.

Venham para o Copene em que teremos, concomitante, a comemoração dos 10 anos e o III Seminário Internacional do Tecendo Redes Antirracistas com a presença de pesquisadores/as de grande destaque como Miguel de Barros, Guiné-Bissau, Redy Wilson Lima, Cabo Verde, Cristina Roldão, Portugal, Carla Akotirene, Nilma Lino Gomes, Petronilha Gonçalves, Kabengele Munanga, Felipe Tuxá, e várias outras personalidades negras internacionais e nacionais, além da apresentação dos projetos de grande impacto nacional integrantes dos Eixos 1 ( Oppir), 2 ( Pro- Neabs) e 3 ( Pro-NPJ) durante o II Seminário Nacional do Redes Antirracistas.

Esses dois potentes eventos desencadeados por pesquisadores/as da UnB, estarão concentradas nos anfiteatros do ICC Norte ( ala norte), a partir do AnF10 – Compareçam!

Além disso, o COPENE também sediará o Segundo Encontro Nacional Quilombola, no espaço da Faculdade de Direito ( FD).

O congresso espera reunir cerca de 3.800 pessoas dentre docentes, pesquisadores/as, estudantes, técnicos, profissionais da educação, movimentos sociais e estrangeiros/as comprometidos com a produção científica e antirracista para o fortalecimento da consciência racial e da DEMOCRACIA .

Mais informações sobre o COPENE podem ser encontradas no site oficialhttps://www.copene2026.abpn.org.br/

Programação I: (Aqui)

Programação II: (Aqui)

  • 20/07/2026
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